Arte inflama efervescência política da Princesinha do Atlântico

Reduto da arte sublime, de artistas consagrados e de um cenário boêmio bastante inspirador, Macaé viu surgir em seus 204 anos de história, manifestações culturais que até hoje são respeitadas por especialistas da região e do país.
E um dos expoentes da parte social desses dois séculos de ascensão da Princesinha do Atlântico é, sem dúvidas, a Sociedade Musical Nova Aurora que, no último dia 8 de junho, comemorou 144 anos de atividades em Macaé.
A Sociedade foi fundada em 1873, 28 anos depois de Macaé ser alçada ao posto de cidade.
Desde a sua fundação, a Sociedade esteve presente ativamente nos eventos sociais, culturais, religiosos, profanos e civis.
Seu primeiro presidente foi o Sr. Manoel Guedes Junior. Em dezembro de 1882, em decorrência de uma crise social, alguns dos diretores deixaram a Nova Aurora e partiram para fundar a Sociedade Musical Beneficente Lyra dos Conspiradores.
Hoje, ambas trilham o mesmo caminho e vivem os mesmos sacrifícios em prol da sobrevivência das bandas de música de Macaé.
A Sociedade Musical Nova Aurora foi fundada em uma casa da rua dos Pescadores, hoje Rua Dr. Pereira de Souza. Em 1889 foi iniciada a construção do prédio, na Avenida Rui Barbosa, tendo Joaquim Saldanha Marinho Filho e Antônio Maurício Liberalli como engenheiros responsáveis pela obra, e como construtor, Sancho Baptista Pereira, que se dedicaram nos detalhes arquitetônicos que foram restaurados anos depois.
Quem sugeriu seu nome ‘Nova Aurora’ foi um de seus fundadores, Joaquim Rosa, e o hino social foi criado por Joaquim Freitas Coutinho, também fundador. Sua história registra a participação de pessoas como Manoel Guedes Júnior, Luiz Francisco Quaresma e Antônio José de Carvalho Torres, membros da primeira diretoria.
A Sociedade também foi berço de outros grandes nomes da música nacional, dentre eles o compositor e flautista Benedito Lacerda e o maestro macaense, Dulcilano Pereira.
A Sociedade foi tombada como patrimônio histórico municipal em 2013, durante as celebrações pelos 200 anos de Macaé.
A Capela de Santa Cecília, no interior da Sociedade, reforça o valor sócio-cultural e religioso da sede. No passado, no aniversário da entidade, pela manhã, o Coral Santa Cecília, acompanhado pela banda, recolhia pelas ruas da cidade contribuições para a capela. Esse dia era finalizado com um baile no Salão Nobre da Sociedade, que deu origem a muitos casamentos. A Festa da padroeira dos músicos, Santa Cecília, em 22 de novembro, também era um marco no calendário cultural da época.

Fonte: O Debate

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