Demitidos da UTC param acesso de carretas ao Porto de Imbetiba

Mobilização é mantida por parte dos 1,5 mil trabalhadores que reivindicam salários.

Com o auxílio do caminhão de som do Sindicato dos Trabalhadores da Pintura Industrial e Construção Civil (Sintpicc), parte dos 1.512 trabalhadores demitidos na última sexta-feira (7) pela UTC Macaé, que não receberam salário neste mês, mantiveram o movimento de resistência na porta da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), na Praia Campista.
O bloqueio dura desde a manhã de terça-feira (11), o que impede o acesso de carretas ao terminal do Porto de Imbetiba.
“Vamos dar continuidade ao movimento até que haja da Petrobras uma resposta sobre o desbloqueio dos R$ 3,5 milhões, retidos da UTC, que podem ajudar a resolver as pendências trabalhistas dos demitidos”, sinalizou o presidente do Sindicato, João Rodrigues.
Os demitidos da UTC se revezam para manter a manifestação iniciada há dois dias, em frente a principal base da Petrobras para as operações do petróleo, na Bacia de Campos.
Com a divulgação do caso através das edições impressas de O DEBATE, e também pela página do jornal no Facebook, os demitidos da UTC recebem a solidariedade da população, de representantes de instituições empresariais e de lideranças sindicais.
Já estão sendo organizadas também ‘vaquinhas’ e doações de alimentos para serem distribuídos para os demitidos que ainda não possuem previsão de quando serão homologadas as demissões.
“Todo o auxílio é importante para nós que vivemos uma situação de desespero, sem saber quando vamos receber os nossos direitos e como vamos manter as nossas famílias. Saber que essa crise é motivada por corrupção revolta ainda mais. Esperamos que a empresa possa resolver a nossa situação o mais rápido possível”, declarou um dos manifestantes.
O número efetivo das demissões na UTC foi confirmado. Segundo o Sindicato, a folha de pagamento dos 4,5 mil funcionários da UTC chegava à casa dos R$ 15 milhões. Com o bloqueio de pagamentos feito pela Petrobras, cerca de R$ 3,4 milhões deixaram de ser repassados, o que gerou o atraso dos salários.
De acordo com João Rodrigues, presidente do Sintpicc, dos 1.800 demitidos na última sexta-feira, 1.512 não receberam o salário previsto para este mês. E ainda não há previsão de quando isso será resolvido.
Em Macaé, a base da UTC operava em contratos relativos à prestação de serviços de operação das plataformas: P18, P19, P20, P26, P33, P35, P37, P50, P52, P54, P55 e P62, todas localizadas na Bacia de Campos.
Fonte: O Debate

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