Esgoto continua sendo lançado na Praia do Lagomar

“Onde existe preservação da natureza, existe futuro”. Considerado um dos maiores bairros do município, com uma população que já ultrapassa os 35 mil habitantes, o Lagomar vem recebendo, nos últimos meses, investimentos em infraestrutura. Entretanto, alguns tipos de problemas ainda são relatados por quem vive ali. O esgoto é um deles.
Essa semana, leitores voltaram a procurar nossa equipe para denunciar um crime ambiental que acontece há anos no bairro. A praia do Lagomar ainda é constantemente alvo de despejo de esgoto, situação que pode vir a comprometer a qualidade da água na região.
Segundo o histórico de balneabilidade emitido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), entre janeiro e junho deste ano, o Lagomar apresentou, em boa parte, índices satisfatórios, ficando muitas vezes próprio para o banho. No entanto, desde maio, a coleta apontou que a praia está imprópria.
E não é para menos. Na manhã de ontem (18), a nossa equipe percorreu a orla, onde encontrou alguns pontos de lançamento de esgoto ‘in natura’ na areia. A cena, segundo os moradores, é comum e já acontece há anos. Nem mesmo a urbanização do bairro, que recebeu rede de coleta de efluentes, conseguiu sanar o problema.
Quem frequenta a região teme que, com o despejo de esgoto, a praia fique imprópria de forma definitiva para o banho, assim como acontece na Barra e no Forte. “Essa é uma das poucas opções de lazer da população. Se não fizerem nada, daqui uns anos não poderemos mais usufruir deste lazer”, lamenta a moradora Jennyfer.
Os dois pontos flagrados pela nossa equipe ficam na altura da Rua W24 e na Lagoa dos Patos, recurso hídrico que sofre as consequências das ocupações irregulares, que resultam na falta de saneamento e no seu assoreamento.
Vale ressaltar que a ligação clandestina de esgoto é considerada um crime ambiental e o responsável pode pagar uma multa que, de acordo com a Lei nº 027/2001, pode variar dependendo da gravidade.
As invasões em áreas naturais têm se tornado frequentes em todo o Brasil, e em Macaé isso já é observado há anos, sendo que a situação se agrava devido ao fato de que existe um grande déficit de habitação no município.
Muitas delas ameaçam, principalmente, os próprios invasores que passam a morar em uma área de risco. Enquanto isso, o papel do poder público é nortear a ocupação do município. Em casos de invasões em áreas de riscos sociais e ambientais é fundamental uma resposta rápida e contínua no sentido de evitar que as mesmas se multipliquem.

Fonte: O Debate

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