Macaé Basquete anuncia que não irá disputar o NBB10

Equipe pediu licença à LNB após não conseguir recursos suficientes a tempo para se manter na elite

Um momento de tristeza para o esporte. Sem conseguir o mínimo de recursos necessários a tempo, o Macaé Esporte informou que estará de fora da 10ª edição do Novo Basquete Brasil (NBB).
O anúncio foi feito pela Liga Nacional de Basquete (LNB) durante a reunião do Conselho de Administração na noite da última terça-feira (29), encontro que definiu as equipes que irão disputar a temporada 2017/18.
“É nítido que o time de Macaé tratou tudo com muita responsabilidade em relação ao futuro do projeto. Mais do que jogar o NBB CAIXA, eles se preocuparam em manter firme o projeto social, as categorias de base e, claro, a manutenção da equipe. Tenho certeza que essa ação é o que vai permitir com que eles possam se reestruturar para voltar à elite mais forte”, declarou João Fernando Rossi, presidente da LNB.
Com essa decisão, a equipe do norte fluminense irá disputar o acesso à elite no ano que vem na Liga Ouro 2018, assim como o Brasília, que também pediu licença pelo mesmo motivo: a perda do patrocinador master.
Considerado o único representante do interior do Rio na primeira divisão, o Macaé chegou, de forma histórica, aos playoffs na última edição, terminando em 12º lugar após ser eliminado nas oitavas de final pelo Gocil/Bauru, atual campeão. A equipe disputa o NBB Caixa há quatro temporadas.
Após a LNB prorrogar o prazo para a confirmação na competição, uma grande mobilização foi feita na cidade para tentar conseguir o orçamento necessário para a temporada.
Em nome da Associação Macaense de Basquete, o técnico da equipe profissional, Léo Costa, agradeceu a todos aqueles que abraçaram o projeto. “A gente fica triste por um lado, porque é uma conquista que tivemos na quadra, uma luta de muitos anos para chegar na primeira divisão do basquete. Pela perda de alguns patrocinadores nesses últimos dois anos, nós, infelizmente, não conseguimos manter o projeto do NBB. Mas, por outro lado, ficamos muito gratificados em ver o movimento que houve na cidade com o intuito de salvar o projeto.

Essa mobilização de empresários e torcedores resultou em grandes parcerias que, juntamente com alguns patrocinadores que se mantiveram, permitiram que, mesmo não jogando a NBB, possamos manter três projetos sociais que são de extrema importância para o Macaé Basquete. Estamos falando em mais de 300 crianças e jovens do município, além de cadeirantes, envolvidos. Isso é motivo de muito orgulho. Quero deixar o meu agradecimento aos patrocinadores que se mantiveram e aos novos por estarem mantendo a chama do basquete viva na cidade”, disse.

Além da equipe profissional, o Macaé tem alguns projetos sociais realizados no município, como o Basquete na Praça, que oferece aulas gratuitas a cerca de 250 crianças e adolescentes em seis polos (Lagomar, Parque Aeroporto, Jardim Santo Antônio, Visconde de Araújo, Praça Washington Luis e Frade), a categoria de base (que atende 70 jovens) e o Macaé Basquete Sobre Rodas (com cadeirantes, que foi vice campeão recentemente).
Fonte: O Debate

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