Preço da gasolina segue ‘nas alturas’ em Macaé

Derivado do petróleo que é o combustível que alimenta e movimenta a economia de Macaé, a gasolina segue acima dos R$ 4,31 o litro na cidade. E um levantamento histórico, feito por O DEBATE, com base em dados disponíveis no sistema da Agência Nacional do Petróleo (ANP), indica que o produto ficou R$ 1 mais caro, em apenas três anos.
Apesar da tentativa de frear a alta do preço praticado nos postos de todo o país, através de decisão judicial que partiu do Distrito Federal, o Ministério da Fazenda conseguiu manter a validade do decreto assinado pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB), de reajustar impostos que incidem sobre o preço da gasolina. Com isso, a União passou a arrecar R$ 78 milhões por dia.
Em contrapartida, o bolso do consumidor macaense fica R$ 22 mais caro a cada tanque, com capacidade de 55 litros, cheio nos postos da cidade. Antes do reajuste, o abastecimento completo do carro saia por R$ 221,10. Agora, passa a valer 243,10.
Em julho de 2013, época em que o país vivia a pujança da economia baseada nas operações do petróleo, a gasolina custava, em média, R$ 3,29 o litro nos postos da cidade. Agora, com a recessão do mercado, o fechamento de 27 mil postos de trabalho, e o impacto sobre diversas outras atividades empresariais da cidade, o combustível passa a valer R$ 4,34.
E, como um caminho sem volta, a alta da gasolina deriva também de uma sequência de reajustes fiscais programados pelo governo federal para tentar tampar a sangria dos cofres públicos federais. E isso já vai afetar também as contas de luz.
Mas, instituições empresariais repudiam que esse preço seja pago pela população.
Para o Sistema Firjan, a crise se vence não com a alta de impostos, mas sim com a redução das despesas públicas, especialmente no custeio de governos que vivem à beira do colapso institucional, provocado pelos sequentes escândalos de corrupção.

Fonte : O Debate

 

Deixe seu comentário

comentários

Você também pode gostar...